A BR-319 foi inaugurada em 1973 durante o regime militar brasileiro, dentro do contexto de colonização da Amazônia. Segundo algumas fontes, a obra foi feita as pressas, sem uma fundação de cascalho sob o asfalto. Alguns anos depois a rodovia foi interditada no trecho Humaitá/Manaus, por falta de condições de tráfego. Atoleiros, muitas pontes de madeira quebradas e balsas sem manutenção contribuíram para que a rodovia ficasse sem condições de uso.
Nas últimas viagens os ônibus demoravam até 10 dias para percorrer 680 km.
Por esse motivo, as margens da rodovia sofreram bem menos com grilagem e desmatamento do que outras partes da Amazônia, mas por outro lado o acesso a Manaus tem que ser feito por barco ou avião, não havendo serviço regular de ônibus entre Manaus e a maior parte do país. O percurso de barco entre Porto Velho e Manaus leva cerca de 4 dias.
Quem mais sofre com essa situação é a população de Humaitá/Am, distante 680 km de Manaus, já que uma viagem de barco até a capital torna-se muito demorada enquanto que de avião o custo é muito alto.
Atualmente o tráfego só é possivel no trecho Porto Velho/Humaitá (200 km), ainda que em condições precárias.
O anúncio de revitalização da rodovia BR-319 feito pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, em 2005, estimulou a ocupação de terras públicas localizadas ao longo da rodovia, nos municípios do Careiro Castanho, Beruri, Manaquiri, Nova Olinda do Norte, Borba, Novo Aripuanã, Manicoré e Humaitá, no Amazonas.
O trecho – que passa pelos municípios em questão – faz parte de uma área de 680 quilômetros, onde a rodovia está completamente intrafegável e, portanto, terá que ser praticamente reconstruída.
Ambientalistas acreditam que essas obras podem levar ao desmatamento e ocupação desordenada do entorno da rodovia: Desde o seu anúncio, criaram-se dois assentamentos às margens da estrada (Castanho e Tupanã Igapó-Açu).
A obra já foi interditada mais de uma vez por falta de estudos sobre o impacto ambiental que vai causar.