O rio Madeira um dos principais afluentes da margem direita do Amazonas, assume essa denominação a partir da junção dos rios Mamoré e Guaporé em Rondônia. Seu comprimento total, até a foz, na margem direita do Amazonas, é de 1.425 km, aproximadamente.
Curiosidade: Antes da chegada do colonizador chamava-se Cayari que significa Rio dos Cajás. O nome Madeira é porque nas cheias o rio vem trazendo muitos troncos de árvores que arranca de suas margens. Suas águas são barrentas porque seu leito ainda está em formação, o que provoca inclusive o fenômeno das “terras caídas” que são pedaços de barranco que ele leva consigo.
Suas margens são fertilizadas naturalmente por detritos trazidos pela correnteza em época de cheia e utilizadas pelo caboclo para o plantio de produtos como a melancia, o feijão, o maxixe, etc., durante a vazante.
A prática do garimpo é comum em alguns pontos do grande rio. A pesca é uma importante fonte de renda que ele oferece já que há uma grande variedade de peixes como o tambaqui, o tucunaré, o pacu, a sardinha, o pirarucu, etc.
Para muitos ribeirinhos é o único meio de transporte.
Ao longo do seu percurso ele passa pelas cidades de Porto Velho em Rondônia, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã e Borba no Amazonas, indo desaguar no Rio Amazonas, próximo ao Porto de Itacoatiara.
É navegável durante o ano todo no trecho de Porto Velho até sua foz , cuja extensão é de 570 milhas ( 1.056 km ).
Da foz, pelo Rio Amazonas, a montante chega-se em Manaus/AM e a jusante chega-se em Belém/PA.
De barco, uma viagem de Porto Velho até Manaus dura em média de 3 a 4 dias.
Para que a navegação se tornasse mais segura e eficiente o Grupo Maggi fez grandes investimentos e o transformou em uma grande hidrovia.
A Hidrovia do Madeira, com as novas obras realizadas para permitir a navegação noturna, está em operação desde abril de 1997. As obras ainda em andamento visam baratear o escoamento de grãos do Norte e do Centro-oeste.
Os investimentos na hidrovia compreendem dragagens, derrocamentos, balizamento e sinalização.
A ligação entre Porto Velho/RO e Itacoatiara /AM é hoje a principal rota de expansão da soja do Mato Grosso. A utilização da hidrovia, que segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq) já chega a 10 milhões de toneladas de grãos por ano, serve de referência para outros rios. Graças a ele, transportar soja do Mato Grosso ficou mais barato: uma tonelada do grão custava US$ 110 para ser transportada até o porto de Santos; pela hidrovia, custa apenas US$ 45 para chegar ao mar.
Os caminhoneiros da região, que chegaram a protestar em 1998 contra a nova empreitada, agora comemoram, pois têm seus serviços utilizados no sistema de abastecimento da hidrovia. Eles buscam o produto na fonte e levam ao rio, fazendo viagens de no máximo 900 km.
Apesar disso, a hidrovia ainda não está em operação total: se forem construídas mais três eclusas (elevadores) - nas novas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e outra na divisa da Bolívia - esse caminho natural ganhará mais 4 mil quilômetros navegáveis. Com a interligação com o Rio Guaporé, a hidrovia chegará, direto, ao Mato Grosso.