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Humaitá, 04/09/2010 - 20h 06mim     

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  Hidrovia do Madeira  
     
 
O rio Madeira um dos principais afluentes da margem direita do Amazonas, assume essa denominação a partir da junção dos rios Mamoré e Guaporé em Rondônia. Seu comprimento total, até a foz, na margem direita do Amazonas, é de 1.425 km, aproximadamente.

Curiosidade: Antes da chegada do colonizador chamava-se Cayari que significa Rio dos Cajás. O nome Madeira é porque nas cheias o rio vem trazendo muitos troncos de árvores que arranca de suas margens. Suas águas são barrentas porque seu leito ainda está em formação, o que provoca inclusive o fenômeno das “terras caídas” que são pedaços de barranco que ele leva consigo.

Suas margens são fertilizadas naturalmente por detritos trazidos pela correnteza em época de cheia e utilizadas pelo caboclo para o plantio de produtos como a melancia, o feijão, o maxixe, etc., durante a vazante.

A prática do garimpo é comum em alguns pontos do grande rio. A pesca é uma importante fonte de renda que ele oferece já que há uma grande variedade de peixes como o tambaqui, o tucunaré, o pacu, a sardinha, o pirarucu, etc.

Para muitos ribeirinhos é o único meio de transporte.

Ao longo do seu percurso ele passa pelas cidades de Porto Velho em Rondônia, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã e Borba no Amazonas, indo desaguar no Rio Amazonas, próximo ao Porto de Itacoatiara.

É navegável durante o ano todo no trecho de Porto Velho até sua foz , cuja extensão é de 570 milhas ( 1.056 km ).

Da foz, pelo Rio Amazonas, a montante chega-se em Manaus/AM e a jusante chega-se em Belém/PA.

De barco, uma viagem de Porto Velho até Manaus dura em média de 3 a 4 dias.

Para que a navegação se tornasse mais segura e eficiente o Grupo Maggi fez grandes investimentos e o transformou em uma grande hidrovia.

A Hidrovia do Madeira, com as novas obras realizadas para permitir a navegação noturna, está em operação desde abril de 1997. As obras ainda em andamento visam baratear o escoamento de grãos do Norte e do Centro-oeste.

Os investimentos na hidrovia compreendem dragagens, derrocamentos, balizamento e sinalização.

A ligação entre Porto Velho/RO e Itacoatiara /AM é hoje a principal rota de expansão da soja do Mato Grosso. A utilização da hidrovia, que segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq) já chega a 10 milhões de toneladas de grãos por ano, serve de referência para outros rios. Graças a ele, transportar soja do Mato Grosso ficou mais barato: uma tonelada do grão custava US$ 110 para ser transportada até o porto de Santos; pela hidrovia, custa apenas US$ 45 para chegar ao mar. Os caminhoneiros da região, que chegaram a protestar em 1998 contra a nova empreitada, agora comemoram, pois têm seus serviços utilizados no sistema de abastecimento da hidrovia. Eles buscam o produto na fonte e levam ao rio, fazendo viagens de no máximo 900 km.

Apesar disso, a hidrovia ainda não está em operação total: se forem construídas mais três eclusas (elevadores) - nas novas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e outra na divisa da Bolívia - esse caminho natural ganhará mais 4 mil quilômetros navegáveis. Com a interligação com o Rio Guaporé, a hidrovia chegará, direto, ao Mato Grosso.

 
     
  por: Marlene Gravena  
 
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Textos e Imagens - Profª. Marlene Gravena
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